Como MEI, você não tem FGTS, férias remuneradas garantidas, 13º salário nem estabilidade em caso de demissão — mas tem liberdade de horário, potencial de faturar mais que um salário fixo, e menos burocracia trabalhista. Como CLT, há renda previsível, benefícios obrigatórios e proteção trabalhista, mas com menos flexibilidade e teto de ganho geralmente mais limitado.
Muitas pessoas hoje combinam os dois modelos — mantendo o emprego CLT como base de segurança e usando o MEI como fonte de renda extra, o que é permitido legalmente na maioria dos casos, como já vimos em outra pergunta desta seção.
Antes de trocar CLT por MEI definitivamente, vale simular o quanto seria necessário faturar mensalmente como MEI para cobrir não só o salário, mas também os benefícios que deixariam de existir (plano de saúde, vale-refeição, FGTS) — a comparação direta de salário nominal costuma subestimar o custo real da CLT.